O elevador que descia a toda velocidade para no décimo sexto andar. Duas moças entram com pastas e sacolas. Uma delas suspira e se encosta na parede espelhada enquanto as portas fecham novamente.
- Meu irmão tinha uma mesa tão bonita...
A outra olha para a amiga e ajeita a pasta no antebraço.
- O que houve com ela?
- Quebraram na mudança...
O elevador para no décimo andar. Mais duas moças entram, carregando currículos amassados nas mãos. Uma delas para ao lado dos botões e mexe no cabelo loiro.
- E pensar que hoje ainda vou ter que ir para o hospital.
- Sua mãe não melhorou?
- Não...
E é assim que se nota a complexidade das prioridades humanas.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
SOBRE O AMOR
Não aceite raspas e sobras,
Nem migalhas e bordas.
Amor é feito por inteiro,
Não de pequenas provas.
♥
Nem migalhas e bordas.
Amor é feito por inteiro,
Não de pequenas provas.
♥
sábado, 19 de dezembro de 2015
JÁ É NATAL EM SP
"Quero ver você não chorar, não olhar pra trás nem se arrepender do que faz. Quero ver o amor crescer, mas se a dor nascer você resistir e sorrir. Se você pode ser assim, tão enorme assim, eu vou crer que o Natal existe, que ninguém é triste e no mundo há sempre amor.Bom Natal, um Feliz Natal, muito amor e paz pra você..."
E foi dada a largada da corrida dos presentes! Há tantos compradores desenfreados circulando por ai a procura do presente perfeito que até Papai Noel seria passado para trás.

As ruas estão uma loucura até nos finais de semana. Na 25 de março já tem fila para ENTRAR nos Armarinhos Fernando (e não Fernandes, tá? É FER-NAN-DO) além de todas aquelas crianças gritando no meio da rua querendo o diacho da boneca da Frozen (quando Frozen é o nome do filme e não da boneca. O nome dela é Elsa, ninguém quer a Anna).
Filas estonteantes, produtos esgotados, roupa branca em todas as vitrines de loja de roupa (já que você não pode simplesmente usar preto no ano novo por alguma razão que eu não tenho ideia de qual seja). Gente comprando o Tender, o Chester e eu aqui sem nunca me lembrar da diferença dos dois (e nem de qual bicho eles vêm).
Por toda a parte da cidade existem árvores de natal e luzes e Papai Noel. Na verdade, eu ouvi dizer que o mercado para Papai Noel de shopping está meio em baixa. E pensar que uma vez me chamaram para trabalhar como ajudante do bom velhinho no Natal. Antes eu tivesse aceitado...
O desespero de acertar no presente do amigo secreto (já que agora todo mundo baixa músicas e não se pode mais simplesmente dar um CD das Americanas). E tudo isso tentando economizar os centavos, já que ninguém está com muita vontade de esbanjar por ai.
Ah! Quase ia me esquecendo. Não dá para não comprar uma roupa nova para usar na data, certo? Afinal, é super necessário colocar algo impecável para ficar sentado no sofá da sala se empanturrando de farofa e Chester. (que eu ainda não sei de qual bicho é feito!)
Estão reclamando que a decoração natalina da Avenida Paulista está infinitamente inferior ao esperado, especialmente se compararmos com aquela do ano passado (que chegou a causar trânsito, pois todos queriam trazer as crianças para ver aquele monte de luzes).
MAS GENTE! Vamos parar um pouquinho?
O que realmente importa nesse feriado?
Não são as roupas novas ou os presentes que tornam o Natal mais especial ou agradável. Nada disso serve para suprir a falta de algum ente querido.
Nessa nossa terrível mania de querer empurrar um presente na goela das pessoas, esquecemos que o verdadeiro valor está em nós. Que, talvez, aquele presente pudesse ter sido comprado pelo próprio parente, mas não o sentimento de ter por perto alguém de quem gostamos.
Honestamente, a falta de luzes natalinas na Avenida Paulista é o mais irrelevante dos nossos problemas.
Vamos só tentar apreciar a presença daqueles que amamos enquanto temos chance. Munir nosso espírito de boas energias e bons desejos para o próximo ano. Valorizar mais as coisas que nos fazem felizes, mas que passam despercebidas no dia-a-dia.
Esse é o verdadeiro espírito do Natal. Celebrar a união, a paz e a felicidade. E nada disso dá para comprar por ai. (Talvez a felicidade hahahaha brincadeira).
Feliz Natal para todos. :)
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
SÓ PARA MENINOS
só que não
Desde que me entendo por gente, meus pais colocavam em casa CD's de rock no aparelho de som. Enquanto eu brincava de bonecas, muitas vezes, começava alguma coisa bem agitada, tipo Rolling Stones, então meio que me acostumei com aquele ritmo.
Colocava as bonecas pra dançar.
Quando eu cresci, me disseram que o Rock era um ritmo masculino. Que era feio uma menina gostar de certas bandas. Que elas eram mais para garotos. Não havia, de fato, muitas vocalistas femininas.
Tentei ser boa em vôlei.
Quebrei o mindinho.
Dei adeus ao vôlei.
Fui crescendo e comecei a praticar natação. Era um esporte aquático e que eu gostava de verdade, sabe? Não tinha muitas regras além de "seja rápida". Era bacana. Mas me disseram que natação deixava os ombros largos, e que uma menina assim "não se enquadrava nos padrões de beleza". Que "era muito masculino".
MAS se você não se identificar com academia, deixar de praticar o diacho do esporte e engordar, a sociedade dirá que você é "omissa" quanto á sua forma física e que está "fugindo dos padrões de beleza" e vai ser "mal-amada", morar num subúrbio e ter 27 gatos.
Tá? A vida é isso ai.
Enfim, então comecei a gostar de Rap. Curto muito o ritmo, o toque, mas também me disseram que era coisa de garoto.
"Você não prefere Mariah Carey?"
"Não..."
"Aff."
Quando eu estava no ensino médio foi a época em que bandas como Restart começaram a surgir. Eu não curtia. Não conseguia. Sério hahahaha.
"Você não curte?"
"Não."
"Aff, você não tem estilo."
Mas já não é ter um estilo você gostar de coisas diferentes e que não são modinha? Parece que o mundo quer (e exige) que, para as pessoas serem "diferentes e descoladas", elas sigam padrões. Que gostem das mesmas músicas, filmes, esportes, jogos, cores... Com os mesmos pontos fortes e fracos.
Quando optei cursar jornalismo na faculdade, me alertaram de que era um ramo "muito masculino".
Mas ei! Eu gosto de escrever!
Já que eu tenho que trabalhar na vida, eu quis tentar trabalhar com algo que me faz sentir prazer. Não pode? É proibido? Vai afetar minha imagem?
Gosto de rock, de chutar a bola e não fazer gol, de nadar, de rap, de escrever, de ler, de café! De muuuuito café! (e já me disseram que café é bebida de velho) de bicicleta, de comer bobagem e de filmes de dinossauro.
Me deixa, sociedade! hahahahah
:*
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
POR UM MUNDO COM MAIS RECRUTAS
"- Jamais deixaria alguém para trás! - Disse o pinguim, cheio de aflição.
- Bom, acho que nem todo mundo pode ser um pinguim, não é? - Respondeu o lobo, virando de costas. O pinguim encheu-se de coragem e respondeu:
- Não. Mas talvez devessem ser."
Para quem assistiu o filme dos Pinguins de Madagascar e também para quem não assistiu. Vou tentar não dar spoilers, mas não prometo nada. Eu preciso declarar ao mundo o quão apaixonada e encantada estou com o personagem Recruta.
Os quatro pinguins que roubaram a cena nos filmes Madagascar, da Dream Works, acabaram ganhando sua própria animação. São eles Capítão, o chefe, Rico, o destruídor, Kowalski, o especialista em cálculos, e Recruta, frequentemente usado como distração e decodificador da equipe.
A parte que me chamou a atenção é que os personagens do desenho, em geral, tem mais traços cômicos do que emocionais, já que é um filme destinado ao público infantil. Entretanto, Recruta é o pinguim que carrega mais consciência da convivência em sociedade e mostra a todo momento que faria qualquer coisa para o bem de sua equipe. Seu bom coração permite que se compadeça da dor dos vilões e até peça desculpas quando usa golpes para se defender.
Mesmo que tenha vontade de ter missões melhores e com mais relevância, sempre que instruído pelo Capitão, Recruta põe suas vontades de lado para aquilo que considera ser o bem comum. Tanto nas pequenas aparições nos filmes de Madagascar quanto no filme dos pinguins, Recruta é sempre o mais gentil e preocupado com o bem-estar daqueles que o rodeiam. Também é apontado que ele tem talento para desenho e estudos, já que é bom em decifrar códigos.
De tanto fazer esforços para ser relevante e valorizado por Capitão, Recruta acaba melhorando no decorrer de sua atuação e tornando-se, de fato, um membro ainda mais importante para a equipe.
De fato, me admirei mais pelo pinguim do que por muita gente que vejo, entende?
A principal lição tirada deste filme é que agir com o coração não é sinal de fraqueza. Pelo contrário. É uma força maior que todas as outras.
:)
- Bom, acho que nem todo mundo pode ser um pinguim, não é? - Respondeu o lobo, virando de costas. O pinguim encheu-se de coragem e respondeu:
- Não. Mas talvez devessem ser."
Para quem assistiu o filme dos Pinguins de Madagascar e também para quem não assistiu. Vou tentar não dar spoilers, mas não prometo nada. Eu preciso declarar ao mundo o quão apaixonada e encantada estou com o personagem Recruta.
Os quatro pinguins que roubaram a cena nos filmes Madagascar, da Dream Works, acabaram ganhando sua própria animação. São eles Capítão, o chefe, Rico, o destruídor, Kowalski, o especialista em cálculos, e Recruta, frequentemente usado como distração e decodificador da equipe.
Não fica exatamente claro no filme o grau familiar de Capitão, Rico e Kowalski, mas é explícito que Recruta vem de outra família. A parte adorável disso tudo é que todos se consideram irmãos e tem uma preocupação especial com o "mascote".
Por seu design ser menor e mais gordinho que o dos outros é bem fácil diferenciá-lo no meio de seus companheiros de aventura. Sua voz é mais doce e infantil que a dos outros pinguins e seu jeito adorável é sua característica mais forte.
Quando o Capitão questiona Recruta sobre seu maior desejo no mundo, a resposta é simples e direta: "Gostaria de ser um membro valoroso e significativo para nossa equipe". E é com base neste desejo que o filme segue, assim como os demais desenhos dos Pinguins de Madagascar.
Quando o Capitão questiona Recruta sobre seu maior desejo no mundo, a resposta é simples e direta: "Gostaria de ser um membro valoroso e significativo para nossa equipe". E é com base neste desejo que o filme segue, assim como os demais desenhos dos Pinguins de Madagascar.
Enquanto os outros três pinguins tem habilidades dignas de um agente 007, Recruta ainda é meio atrapalhado, mas sua vontade de crescer e colaborar nas missões de seus irmãos é notável. No decorrer do filme dá para avaliar seus esforços, boa vontade e preocupação com todos os integrantes da equipe.
A parte que me chamou a atenção é que os personagens do desenho, em geral, tem mais traços cômicos do que emocionais, já que é um filme destinado ao público infantil. Entretanto, Recruta é o pinguim que carrega mais consciência da convivência em sociedade e mostra a todo momento que faria qualquer coisa para o bem de sua equipe. Seu bom coração permite que se compadeça da dor dos vilões e até peça desculpas quando usa golpes para se defender. Mesmo que tenha vontade de ter missões melhores e com mais relevância, sempre que instruído pelo Capitão, Recruta põe suas vontades de lado para aquilo que considera ser o bem comum. Tanto nas pequenas aparições nos filmes de Madagascar quanto no filme dos pinguins, Recruta é sempre o mais gentil e preocupado com o bem-estar daqueles que o rodeiam. Também é apontado que ele tem talento para desenho e estudos, já que é bom em decifrar códigos.
De tanto fazer esforços para ser relevante e valorizado por Capitão, Recruta acaba melhorando no decorrer de sua atuação e tornando-se, de fato, um membro ainda mais importante para a equipe.
É importante analisar que um personagem de animação apresenta características mais peculiares e emocionais que muitos a dos seres humanos que andam circulando por ai.
Recruta ensina, com todo seu jeito fofo e sua voz infantil, que devemos ser fiéis àqueles que amamos. Mesmo que não concordemos com eles todas as vezes, não devemos apenas impor nossas vontades sem pensar nas atitudes que beneficiariam todos. Não devemos ser omissos, verdade, mas não é certo mirar apenas em nosso próprio umbigo. Os sentimentos dos outros são importantes e devem ser valorizados, assim como gostaríamos que fizessem com os nossos.
Recruta ensina, com todo seu jeito fofo e sua voz infantil, que devemos ser fiéis àqueles que amamos. Mesmo que não concordemos com eles todas as vezes, não devemos apenas impor nossas vontades sem pensar nas atitudes que beneficiariam todos. Não devemos ser omissos, verdade, mas não é certo mirar apenas em nosso próprio umbigo. Os sentimentos dos outros são importantes e devem ser valorizados, assim como gostaríamos que fizessem com os nossos.
De fato, me admirei mais pelo pinguim do que por muita gente que vejo, entende?
A principal lição tirada deste filme é que agir com o coração não é sinal de fraqueza. Pelo contrário. É uma força maior que todas as outras.
:)
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
VAMOS FUGIR?
"Quero viver uma vida sob uma nova perspectiva. Você
vem junto, porque eu amo o seu rosto e eu irei admirar seu gosto refinado"
_ Panic! At The Disco
Você pode escolher o lugar, a data, a hora e o que vamos
levar. Honestamente, eu não me importo com nada disso. Mas será que levo aquele meu chinelo da
Disney? Minha mochila de corujas vai sempre ter lugar pra mais um par. Eu não
tenho óculos de sol, você me empresta o seu? Vem, vamos pegar uns livros aqui
em casa, tem uma porção pra gente passar o tempo! Ah, a viagem é longa? Então
espera, vou pegar meu Dramin!
Loucura? Talvez. Mas você sempre teve fama de ser mais
doido do que eu, acho que vai topar. Topa, vai! Vai ser legal. A gente pode
montar uma playlist, que tal?
Talvez nós possamos escolher um ônibus pra algum lugar do
interior. Itatiba? Taubaté? Você adora falar esses nomes, não é? Poderíamos
viver de campo e piscina, trabalho e rotina. Me apetece a ideia de passar algum
tempo sem ter uma vida agitada e regrada, como sempre levei. Quero um tempo de
paz, um pouco de tranquilidade. Um ar mais fresco para respirar. Sei que nesse
lugar, cheio de plantas e árvores, você viveria rindo do meu medo absurdo de
insetos. Ih, olha só! Esqueci o repelente.
E se fossemos pra praia? Ubatuba? Ilha Bela? São lindas,
posso te garantir. O tempo é sempre quente, então poderíamos deixar um pouco
das roupas de frio. Nem me importo, minha bota já está meio gasta mesmo. Talvez
pudéssemos vender sorvetes ou miçangas. Sou de humanas, é clichê que eu faça
isso mesmo. Que droga ter esquecido o repelente, né? Vamos precisar se formos
fazer trilha.
Você quer ir pra outro estado? Olha, eu gosto do Paraná, e
você? O tempo parece ser agradável e é tão pertinho. Ia ser bacana pra
conhecer. Talvez Minas, o que você acha? Tem queijo e doce de leite! O Rio eu
já conheço, gosto tanto da beira da praia... Tá, e que tal Espírito Santo? O litoral
capixaba é tão lindo, e o clima também! Agora
eu to em dúvida. Cadê aquela sua moeda de duas caras pra gente tirar cara ou
coroa e decidir?
Então está combinado, né? Minha mochila já está pronta e a
passagem está comprada. Eu estendo minha mão pra você e te espero, na porta de
casa, com um meio sorriso incerto de medo de uma súbita desistência de sua
parte. Mas estou lá, com o peito transbordando em coragem e esperança.
E ai, Vamos?
domingo, 30 de agosto de 2015
UM POUCO MAIS, POR FAVOR
"Para todos vocês, aonde quer que estejam... Lembrem-se, a luz no fim do túnel pode ser você!" _ Aerosmith
Pra começar, um pouco mais de música. Em inglês, português,
espanhol, japonês, coreano... E suas
traduções também, por favor. Que sejam agradáveis e que o coração pule no
ritmo. Um pouquinho de bandas novas, por favor. Que o casulo musical não se
afunile com o passar dos anos. Que meus CDs não fiquem obsoletos e um pouquinho
mais de espaço na estante, por favor. Tem sempre lugar pra mais música boa, não
é verdade?
Um pouco mais de papel, por favor. Que seja ele A4, para que
eu possa rabiscar meus traços tortos ou gotas de tinta desordenadas. Que seja
ele A3, dentro dos livros, com as letras de tinta preta traçando palavras de
histórias doces ou de aventura. Que seja em formato de forminha de doces, por
favor, para adoçar não só a minha, mas algumas bocas amargas por aí.
Um pouco mais de sorrisos, por favor. Que sejam eles
simples, naquelas tardes quentes, em meio a sorvetes e conversar. Podem ser
doces, como os que precedem um beijo, ou os desengonçados, que viram
gargalhadas e fazem contrair a barriga. Mas que sejam verdadeiros, por favor.
Chega de só contrair lábios por aí pra esconder alguma coisa. Só sorrisos,
puros, como devem ser.
Um pouco mais de amigos, por favor. Daqueles que a gente
fica juntos e não vê o tempo passar. O tipo que a gente chama e vem, sabe? Que
não te deixa esperando, que não te trata com descaso e que responde as tuas
mensagens. Gosto daquele tipo de amigo-parente, que você não precisa falar
nada, ele já sabe onde ficam os copos, pratos e talheres da sua casa e ele
mesmo se serve, como se já fosse da família. Por mais daquele tipo que ligam a
Tv e escolhem a programação, por favor.
Quero também um pouco mais de amor, mas não daquele tipo que
a gente tem só pra mostrar por aí. Quero um amor discreto, por favor. Um amor
que seja só meu, e não de quem me vê. Que seja pra encher meu coração, e não a
lista de assuntos dos outros. Um pouco mais de amor simples, sem aquisições ou
manias de grandeza. Que seja o sentimento puro, como tem que ser, por favor.
Que acrescente e não diminua.
Um pouco mais de parque, por favor. Dos grandes dos
pequenos, mas que tenham crianças, por favor. Que tenha vida, que tenha a luz
do dia e o verde das plantas. O sussurro do vento, o chacoalhar das folhas e os
aparelhos ergométricos em que os idosos vão se exercitar. Um que tenha sorvetes
e um pouco mais de algodão doce, pra colorir entre as folhagens. E que tenha
animais, por favor! Fontes, estátuas e flores, muitas flores!
Um pouco mais de tempo, para fazer as coisas durarem para
sempre. Que o relógio trabalhe menos, por favor. As horas andam passando tão
rápido, assim como os dias, os meses, os anos... Que a velhice demore um
pouquinho mais, por favor, ainda tem tanto o que viver e o que fazer antes de
ganhar minha aposentadoria e frequentar o baile da terceira idade.
Por último, mas não menos importante, um pouco mais de vida,
por favor. Que os dias sejam repletos de acontecimentos para termos história
para contar daqui trinta, quarenta, cinquenta anos, que seja! Mais adrenalina,
por favor, para perdermos o medo de nossos fantasmas e enfrentarmos nossos
monstros. Pra acelerar nossos corações e liberar endorfina nas veias, fazendo-nos
sentir vivos.
Apenas um pouco mais... Por favor?
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