quarta-feira, 2 de março de 2016

TOP 10 - FILMES DE COLEGIAL



"O melhor dos tempos, então, por que deixá-los para trás?" _ High School Muscial


A adolescência é aquela fase boa da vida em que nós vivemos no último suspiro da infância ao mesmo tempo em que colocamos o primeiro pé na tão temida vida adulta. Dá medo, alegria, raiva, fome, sono, consumismo, tudo junto e ao mesmo tempo. É uma loucura.

Pensando nisso e em todas as experiências que vivi ou tive conhecimento por intermédio de amizades, fiz minha própria lista com os 10 melhores filmes de colegiais.

Ou os que mais fizeram sentido para mim, pois eu caí na besteira de assistir Prom, de 2011, se não me engano, e quis morrer. E Aprovados, que eu gosto muito, já é sobre faculdade e não sobre ensino médio. Infelizmente, por que deveria estar na lista.

E aí estão eles, em ordem regressiva por que sim. :)


10. High School Musical


É da Disney, como todo mundo sabe. Mas se você não sabia, bom, SURPRESA! :D

Estrelado por Zac Efron (que foi o primeiro crush de muita gente), Vanessa Hudgens, Ashley Tisdale, Corbin Bleu, Lucas Grabeel e Monique Coleman que representam os personagens Troy Bolton, Gabriella Montez, Sharpay Evans, Chad Danforth, Ryan Evans e Taylor McKessie respectivamente.

Na verdade é uma trilogia bem musical, que aponta alguns conflitos comuns no ensino médio. Nada muito profundo nem dramático, é um filme bonitinho que mostra questões sobre a imposição de comportamento das panelinhas da escola e da importância das escolhas que surgem entre o colegial e a faculdade.

É legal justamente por ser simples.

Resolvi que ficaria em décimo lugar por ser legalzinho, sabe? Não é extraordinário, mas devo admitir que o terceiro filme é infinitamente superior aos outros dois na fotografia, figurinos e, por que não, nas músicas.


9. Vem Dançar


Para começar, é baseado em um fato.

Inspirado na vida do professor Pierre Dulaine, que ajudou vários alunos de uma periferia americana envolvendo-os charmosamente em sua matéria.

Quem faz o papel do professor é ninguém mais, ninguém menos que Antonio Banderas. Quando o filme começou esperei muito pouco dele e me surpreendi. É bem interessante por que mostra as diferenças de classes sociais e como o ambiente pode influenciar na educação de alguém.

As cenas de dança são bem legais e achei bacana o modo que a história se desenrolou, fora os figurinos que são muito bem feitos. Também é fácil se envolver e simpatizar com os personagens. 


8. Meninas Malvadas


Será que existe alguém que nunca viu esse filme?

Bom, para você que não viu, aí vai um resumo: Lindsay Lohan pasta muito na mão de Rachel McAdams. Hahahahaha.

Tá, agora é sério.

O filme se passa em Chicago e, UAU, o lançamento foi em 2004. Sintam-se velhos. Mesmo assim, continua muito atual.

Lindsay Lohan (ou Cady) é a aluna nova que acabou de chegar da África, pronta para lutar no ensino médio (que ela mesma compara com a vida na selva e eu não posso deixar de concordar). Lá ela conhece e faz amigos muito legais, mas também acaba entrando para o grupo das populares.

E é ai que o bicho pega.

Obviamente não é um filme muito profundo, mas mostra bem como funcionam as malditas panelinhas do colegial, a adoração pelos alunos populares e como sofremos chacota e somos forçados a ser outras pessoas só para não sofrermos zoação.

É divertido e acho que vale a pena. 


7. O Clube dos Cinco


Eu preciso ressaltar que vi esse filme quase amarrada. O título não me atraiu e o pôster menos ainda. Porém, para variar, eu estava enganada.

É um filme muito bacana com uma trilha sonora MARAVILHOSA que vai grudar na sua cabeça e te tornar fã de Simple Minds.

Ou não.

Conta a história de cinco alunos que foram obrigados a ficar de detenção por terem se comportado mal. Como castigo, o diretor decidiu que eles deveriam passar o sábado todo na escola e ainda redigir uma redação de 120910923819037912874 palavras.

É divertido por que os cinco alunos são completamente diferentes e, de uma forma ou de outra, começam a interagir e mostrar alguns conflitos em comum (problemas com os pais, pressão dos amigos, entre outros).

É considerado um filme clássico cult e um dos melhores sobre colegial na década de 1980.


6. As Melhores Coisas do Mundo


Um dos meus favoritos do tema.

Confesso que quando minha amiga convidou-me para ir com ela ao cinema ver esse filme e vi que o Fiuk estava no elenco fiquei com preconceito, mas levei um tapão na cara por que gostei muito.

A história se passa em São Paulo (o que me fez gostar bastante, pois a maioria dos filmes sobre o tema se passa no Rio de Janeiro) e achei bem legal escolherem o centro antigo para gravar, quebrando um pouco aquela imagem de que a cidade se resume em Avenida Paulista, Rua Augusta e Parque do Ibirapuera (que são sim lindos pontos turísticos, mas não os únicos).

Trata de temas de uma forma menos idealista, o que causou uma grande identificação de minha parte nos tópicos. Os principais questionamentos abordados referem-se, lógico, a adolescência, mas não só no ambiente escolar.

Podemos avaliar temas como divórcio (e como os filhos se sentem em relação a isso), preconceito, depressão, bullying, sexo e ciberbullying.

Sim, tem uma menina insuportável com um blog mais insuportável ainda falando mal de todo mundo. Enfim. Não vou dar spoilers hahahahah.

Só gostaria de afirmar para toooodo mundo que vale a pena. Tem uma pegada diferente dos outros filmes do gênero e acredito que só não é reconhecido por que muita gente tem frescura com cinema nacional.

Pfff. 


5. Cidades de Papel


Filme recente, olha que lindo.

Cidades de Papel se passa em uma cidade fictícia mas que, creio eu, é localizada na Flórida.

Para quem não sabe (o que duvido) o filme é baseado em um livro que li e digo com todas as letras que prefiro a adaptação para o cinema. O final é diferente e bem melhor.

Conta a história pelo ponto de vista de Quentin, um garoto certinho que cursa o último mês do ensino médio quando é envolvido em uma aventura alucinante por Margo Roth Spiegelman (ou Cara Delevigne), sua amiga de infância.

Logo, Quentin se vê envolvido em um mistério muito grande e, para desvendá-lo, precisa da ajuda de seus amigos Ben e Radar (que fazem valer o filme).

Não quero dar nenhum spoiler, especialmente por ser um filme recente, mas achei bem interessante a maneira de que se aborda a importância da amizade e dos momentos que passamos com as pessoas que realmente importam.

É um filme divertido, sem temas pesados e com uma aura meio inocente diante do ensino médio.


4. LOLA (ou LOL)


Gente, é com a Miley Cyrus e com a Demi Moore.

É mais um filme que assisti esperando absolutamente NADA e me surpreendi. De verdade. E muito.

A história toda é contada por Lola, uma adolescente que mora com a mãe, a avó e os dois irmãos mais novos. Ela está em um relacionamento não muito saudável com um garoto popular na escola e conta com seus melhores amigos para se sair dessa situação. É divertido, é realista e tem conflitos, muito mais do que estava esperando.

Fala sobre amizade, sobre fofocas, drogas, sexo, escolhas, preconceito, falta de comunicação e até romances improváveis. Aborda também como somos parecidos com nossos pais, mesmo que simplesmente não tenhamos capacidade de enxergar isso. Mas também é muito, muito fofo.

Os personagens secundários são bem legais e até que valorizados durante o filme. Tem ainda os conflitos da mãe da Lola que são bem atuais, fora a interação com as redes sociais.

Posso dizer que me identifiquei bastante com a personagem e que o filme vale a pena. Não conheço muita gente que tenha visto então, você, que está lendo isso, vai assistir. Se odiar, pode vir me falar.

Gostei da trilha sonora, da fotografia e do quarto da Lola. Todo bagunçado, bem parecido com o meu quando tinha essa idade.

Recomendo sim.


3. A Mentira


Realmente gostei do começo do filme. 

O lance de fazer como se fosse um diário por vídeo me fez querer ver até onde ia. A forma como o filme se desenrola é bem bacana e te prende de um jeito que você não consegue parar até saber como termina.

Quando li a sinopse não pensei que ia dar um nó tão grande na história de Olive, nossa narradora, interpretada pela lindíssima Emma Stone. Sério. Em todas as cenas o cabelo dela está perfeito. Eu queria ter fios controlados assim.

Enfim, tudo começa quando Olive mente para a melhor amiga e diz que transou com um cara da faculdade. O que ela não esperava é que a escola toda fosse ficar sabendo e julgando suas atitudes.

É um filme bem divertido, tem a Patrícia Clarkson como a mãe da Olive, a Lisa Kudrow como orientadora e a Amanda Bynes de antagonista.

A trilha sonora é muito boa e também existem citações a outros filmes de colegial (como o clube dos cinco ou curtindo a vida adoidado). Não foge muito do ambiente escolar e tem o foco no bullying, mostrando de todas as formas alunos que sofrem preconceito e como usam a mentira para tentarem se encaixar.

Alguns recursos do filme são originais e trata de temas bem atuais. Vale muito a pena.


2. As Vantagens de Ser Invisível


É o filme mais delicado sobre o tema.

Representa muito bem o livro e conta a história de Charlie, interpretado por Logan Lerman (ou Percy Jackson), que sofreu de depressão antes mesmo de entrar para o ensino médio e agora, com 15 anos, conta por meio de cartas endereçadas a uma pessoa (que não sabemos quem é) sua história.

Charlie é ingênuo e calado, mora com os pais e a irmã e levava uma vida comum até fazer amizade com Sam (Emma Watson) e Patrick (Ezra Miller), que o envolvem em um mundo divertido e simples, cheio de pequenos prazeres que ajudam o protagonista a se sintonizar melhor com ele mesmo.

De um modo bem resumido, o filme mostra a simples busca pela felicidade sem deixar de aproveitar os momentos que a juventude proporciona.

É um filme que nos transporta totalmente para os conflitos de Charlie (que não são poucos) e nos sensibiliza de uma maneira toda especial. Os outros personagens também trazem seus problemas e é bem interessante ver o rumo que as coisas tomam.

Além de sensível, o filme é doce e jovial, com um final surpreendente e uma história guiada por uma maravilhosa trilha sonora. É praticamente impossível não se apaixonar por Emma Watson e eu recomendo que, quem não viu, veja. E quem já viu, veja de novo.


1. Curtindo a vida adoidado

Sim, Baby.

O filme é de 1986 e perpetua como o melhor do gênero. É divertido, leve e mostra de maneira simples como, se você não parar para aproveitar de vez em quando, vai acabar perdendo o melhor da vida.

Tudo se passa em Chicago e vários pontos turísticos são apresentados durante o filme. Ferris Buller, interpretado por Matthew Broderick, é o aluno mais popular da escola. Charmoso, divertido e carismático ele mata aula pela nona vez com sua namorada Sloane Peterson e seu melhor amigo Cameron Frye.

Os três jovens se divertem e aproveitam o dia enquanto a irmã mais velha de Ferris, Jeanie (Jennifer Grey) e o diretor do colégio, Sr. Ed Rooney (Jeffrey Jones), tentam apanhar o garoto na mentira e provar para os amigos e família que ele não passa de uma fraude.

É um filme engraçado e suave, que mostra os adolescentes em vários locais e situações inusitadas, tentando fugir da vista dos pais para curtir um pouco os últimos momentos antes da faculdade.

Curtindo a Vida Adoidado trata da relação dos jovens com os pais (especialmente da parte de Cameron), dos romances adolescentes e da importância da amizade e descontração nessa fase da vida.

Com certeza todo jovem devia assistir esse filme, que tenta trazer o ensino médio como uma fase boa e que deve ser aproveitada ao máximo.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

CONVERSAS DE ELEVADOR

O elevador que descia a toda velocidade para no décimo sexto andar. Duas moças entram com pastas e sacolas. Uma delas suspira e se encosta na parede espelhada enquanto as portas fecham novamente.

- Meu irmão tinha uma mesa tão bonita...

A outra olha para a amiga e ajeita a pasta no antebraço.

- O que houve com ela?

- Quebraram na mudança...

O elevador para no décimo andar. Mais duas moças entram, carregando currículos amassados nas mãos. Uma delas para ao lado dos botões e mexe no cabelo loiro.

- E pensar que hoje ainda vou ter que ir para o hospital.

- Sua mãe não melhorou?

- Não...

E é assim que se nota a complexidade das prioridades humanas.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

SOBRE O AMOR

Não aceite raspas e sobras,
Nem migalhas e bordas.
Amor é feito por inteiro,
Não de pequenas provas.

sábado, 19 de dezembro de 2015

JÁ É NATAL EM SP

"Quero ver você não chorar, não olhar pra trás nem se arrepender do que faz. Quero ver o amor crescer, mas se a dor nascer você resistir e sorrir. Se você pode ser assim, tão enorme assim, eu vou crer que o Natal existe, que ninguém é triste e no mundo há sempre amor.Bom Natal, um Feliz Natal, muito amor e paz pra você..."

E foi dada a largada da corrida dos presentes! Há tantos compradores desenfreados circulando por ai a procura do presente perfeito que até Papai Noel seria passado para trás. 


As ruas estão uma loucura até nos finais de semana. Na 25 de março já tem fila para ENTRAR nos Armarinhos Fernando (e não Fernandes, tá? É FER-NAN-DO) além de todas aquelas crianças gritando no meio da rua querendo o diacho da boneca da Frozen (quando Frozen é o nome do filme e não da boneca. O nome dela é Elsa, ninguém quer a Anna). 


Filas estonteantes, produtos esgotados, roupa branca em todas as vitrines de loja de roupa (já que você não pode simplesmente usar preto no ano novo por alguma razão que eu não tenho ideia de qual seja). Gente comprando o Tender, o Chester e eu aqui sem nunca me lembrar da diferença dos dois (e nem de qual bicho eles vêm).

Por toda a parte da cidade existem árvores de natal e luzes e Papai Noel. Na verdade, eu ouvi dizer que o mercado para Papai Noel de shopping está meio em baixa. E pensar que uma vez me chamaram para trabalhar como ajudante do bom velhinho no Natal. Antes eu tivesse aceitado... 

O desespero de acertar no presente do amigo secreto (já que agora todo mundo baixa músicas e não se pode mais simplesmente dar um CD das Americanas). E tudo isso tentando economizar os centavos, já que ninguém está com muita vontade de esbanjar por ai. 

Ah! Quase ia me esquecendo. Não dá para não comprar uma roupa nova para usar na data, certo? Afinal, é super necessário colocar algo impecável para ficar sentado no sofá da sala se empanturrando de farofa e Chester. (que eu ainda não sei de qual bicho é feito!)

Estão reclamando que a decoração natalina da Avenida Paulista está infinitamente inferior ao esperado, especialmente se compararmos com aquela do ano passado (que chegou a causar trânsito, pois todos queriam trazer as crianças para ver aquele monte de luzes).

MAS GENTE! Vamos parar um pouquinho? 

O que realmente importa nesse feriado? 

Não são as roupas novas ou os presentes que tornam o Natal mais especial ou agradável. Nada disso serve para suprir a falta de algum ente querido. 

Nessa nossa terrível mania de querer empurrar um presente na goela das pessoas, esquecemos que o verdadeiro valor está em nós. Que, talvez, aquele presente pudesse ter sido comprado pelo próprio parente, mas não o sentimento de ter por perto alguém de quem gostamos. 

Honestamente, a falta de luzes natalinas na Avenida Paulista é o mais irrelevante dos nossos problemas. 

Vamos só tentar apreciar a presença daqueles que amamos enquanto temos chance. Munir nosso espírito de boas energias e bons desejos para o próximo ano. Valorizar mais as coisas que nos fazem felizes, mas que passam despercebidas no dia-a-dia. 

Esse é o verdadeiro espírito do Natal. Celebrar a união, a paz e a felicidade. E nada disso dá para comprar por ai. (Talvez a felicidade hahahaha brincadeira). 

Feliz Natal para todos. :) 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

SÓ PARA MENINOS

só que não

Desde que me entendo por gente, meus pais colocavam em casa CD's de rock no aparelho de som. Enquanto eu brincava de bonecas, muitas vezes, começava alguma coisa bem agitada, tipo Rolling Stones, então meio que me acostumei com aquele ritmo. 

Colocava as bonecas pra dançar. 

Quando eu cresci, me disseram que o Rock era um ritmo masculino. Que era feio uma menina gostar de certas bandas. Que elas eram mais para garotos. Não havia, de fato, muitas vocalistas femininas.

Também gostava de brincar de basquete e futebol, mesmo que fosse terrível nisso. Gostava de ficar chutando a bola e tentando acertar em algum lugar (que nunca era o gol). Quando entrei na escolinha, no jardim, a professora disse que as meninas deviam jogar vôlei e os meninos futebol. 

Tentei ser boa em vôlei. 

Quebrei o mindinho.

Dei adeus ao vôlei. 

Fui crescendo e comecei a praticar natação. Era um esporte aquático e que eu gostava de verdade, sabe? Não tinha muitas regras além de "seja rápida". Era bacana. Mas me disseram que natação deixava os ombros largos, e que uma menina assim "não se enquadrava nos padrões de beleza". Que "era muito masculino". 

MAS se você não se identificar com academia, deixar de praticar o diacho do esporte e engordar, a sociedade dirá que você é "omissa" quanto á sua forma física e que está "fugindo dos padrões de beleza" e vai ser "mal-amada", morar num subúrbio e ter 27 gatos. 

Tá? A vida é isso ai. 

Enfim, então comecei a gostar de Rap. Curto muito o ritmo, o toque, mas também me disseram que era coisa de garoto. 

"Você não prefere Mariah Carey?"

"Não..."

"Aff."

Quando eu estava no ensino médio foi a época em que bandas como Restart começaram a surgir. Eu não curtia. Não conseguia. Sério hahahaha. 

"Você não curte?"

"Não."

"Aff, você não tem estilo."

Mas já não é ter um estilo você gostar de coisas diferentes e que não são modinha? Parece que o mundo quer (e exige) que, para as pessoas serem "diferentes e descoladas", elas sigam padrões. Que gostem das mesmas músicas, filmes, esportes, jogos, cores... Com os mesmos pontos fortes e fracos. 

Quando optei cursar jornalismo na faculdade, me alertaram de que era um ramo "muito masculino". 

Mas ei! Eu gosto de escrever!

Já que eu tenho que trabalhar na vida, eu quis tentar trabalhar com algo que me faz sentir prazer. Não pode? É proibido? Vai afetar minha imagem?

Gosto de rock, de chutar a bola e não fazer gol, de nadar, de rap, de escrever, de ler, de café! De muuuuito café! (e já me disseram que café é bebida de velho) de bicicleta, de comer bobagem e de filmes de dinossauro. 

Me deixa, sociedade! hahahahah

:*

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

POR UM MUNDO COM MAIS RECRUTAS

"- Jamais deixaria alguém para trás! - Disse o pinguim, cheio de aflição.

- Bom, acho que nem todo mundo pode ser um pinguim, não é? - Respondeu o lobo, virando de costas. O pinguim encheu-se de coragem e respondeu:

- Não. Mas talvez devessem ser."


Para quem assistiu o filme dos Pinguins de Madagascar e também para quem não assistiu. Vou tentar não dar spoilers, mas não prometo nada. Eu preciso declarar ao mundo o quão apaixonada e encantada estou com o personagem Recruta.

Os quatro pinguins que roubaram a cena nos filmes Madagascar, da Dream Works, acabaram ganhando sua própria animação. São eles Capítão, o chefe, Rico, o destruídor, Kowalski, o especialista em cálculos, e Recruta, frequentemente usado como distração e decodificador da equipe.
Não fica exatamente claro no filme o grau familiar de Capitão, Rico e Kowalski, mas é explícito que Recruta vem de outra família. A parte adorável disso tudo é que todos se consideram irmãos e tem uma preocupação especial com o "mascote".

Por seu design ser menor e mais gordinho que o dos outros é bem fácil diferenciá-lo no meio de seus companheiros de aventura. Sua voz é mais doce e infantil que a dos outros pinguins e seu jeito adorável é sua característica mais forte.

Quando o Capitão questiona Recruta sobre seu maior desejo no mundo, a resposta é simples e direta: "Gostaria de ser um membro valoroso e significativo para nossa equipe". E é com base neste desejo que o filme segue, assim como os demais desenhos dos Pinguins de Madagascar. 

Enquanto os outros três pinguins tem habilidades dignas de um agente 007, Recruta ainda é meio atrapalhado, mas sua vontade de crescer e colaborar nas missões de seus irmãos é notável. No decorrer do filme dá para avaliar seus esforços, boa vontade e preocupação com todos os integrantes da equipe.

A parte que me chamou a atenção é que os personagens do desenho, em geral, tem mais traços cômicos do que emocionais, já que é um filme destinado ao público infantil. Entretanto, Recruta é o pinguim que carrega mais consciência da convivência em sociedade e mostra a todo momento que faria qualquer coisa para o bem de sua equipe. Seu bom coração permite que se compadeça da dor dos vilões e até peça desculpas quando usa golpes para se defender.

Mesmo que tenha vontade de ter missões melhores e com mais relevância, sempre que instruído pelo Capitão, Recruta põe suas vontades de lado para aquilo que considera ser o bem comum. Tanto nas pequenas aparições nos filmes de Madagascar quanto no filme dos pinguins, Recruta é sempre o mais gentil e preocupado com o bem-estar daqueles que o rodeiam. Também é apontado que ele tem talento para desenho e estudos, já que é bom em decifrar códigos.

De tanto fazer esforços para ser relevante e valorizado por Capitão, Recruta acaba melhorando no decorrer de sua atuação e tornando-se, de fato, um membro ainda mais importante para a equipe.
É importante analisar que um personagem de animação apresenta características mais peculiares e emocionais que muitos a dos seres humanos que andam circulando por ai.

Recruta ensina, com todo seu jeito fofo e sua voz infantil, que devemos ser fiéis àqueles que amamos. Mesmo que não concordemos com eles todas as vezes, não devemos apenas impor nossas vontades sem pensar nas atitudes que beneficiariam todos. Não devemos ser omissos, verdade, mas não é certo mirar apenas em nosso próprio umbigo. Os sentimentos dos outros são importantes e devem ser valorizados, assim como gostaríamos que fizessem com os nossos.

De fato, me admirei mais pelo pinguim do que por muita gente que vejo, entende?

A principal lição tirada deste filme é que agir com o coração não é sinal de fraqueza. Pelo contrário. É uma força maior que todas as outras.

:)


segunda-feira, 7 de setembro de 2015

VAMOS FUGIR?

"Quero viver uma vida sob uma nova perspectiva. Você vem junto, porque eu amo o seu rosto e eu irei admirar seu gosto refinado" _ Panic! At The Disco

Você pode escolher o lugar, a data, a hora e o que vamos levar. Honestamente, eu não me importo com nada disso.  Mas será que levo aquele meu chinelo da Disney? Minha mochila de corujas vai sempre ter lugar pra mais um par. Eu não tenho óculos de sol, você me empresta o seu? Vem, vamos pegar uns livros aqui em casa, tem uma porção pra gente passar o tempo! Ah, a viagem é longa? Então espera, vou pegar meu Dramin!

Loucura? Talvez. Mas você sempre teve fama de ser mais doido do que eu, acho que vai topar. Topa, vai! Vai ser legal. A gente pode montar uma playlist, que tal?

Talvez nós possamos escolher um ônibus pra algum lugar do interior. Itatiba? Taubaté? Você adora falar esses nomes, não é? Poderíamos viver de campo e piscina, trabalho e rotina. Me apetece a ideia de passar algum tempo sem ter uma vida agitada e regrada, como sempre levei. Quero um tempo de paz, um pouco de tranquilidade. Um ar mais fresco para respirar. Sei que nesse lugar, cheio de plantas e árvores, você viveria rindo do meu medo absurdo de insetos. Ih, olha só! Esqueci o repelente.

E se fossemos pra praia? Ubatuba? Ilha Bela? São lindas, posso te garantir. O tempo é sempre quente, então poderíamos deixar um pouco das roupas de frio. Nem me importo, minha bota já está meio gasta mesmo. Talvez pudéssemos vender sorvetes ou miçangas. Sou de humanas, é clichê que eu faça isso mesmo. Que droga ter esquecido o repelente, né? Vamos precisar se formos fazer trilha.

Você quer ir pra outro estado? Olha, eu gosto do Paraná, e você? O tempo parece ser agradável e é tão pertinho. Ia ser bacana pra conhecer. Talvez Minas, o que você acha? Tem queijo e doce de leite! O Rio eu já conheço, gosto tanto da beira da praia... Tá, e que tal Espírito Santo? O litoral capixaba é tão lindo, e o clima também!  Agora eu to em dúvida. Cadê aquela sua moeda de duas caras pra gente tirar cara ou coroa e decidir?

Então está combinado, né? Minha mochila já está pronta e a passagem está comprada. Eu estendo minha mão pra você e te espero, na porta de casa, com um meio sorriso incerto de medo de uma súbita desistência de sua parte. Mas estou lá, com o peito transbordando em coragem e esperança.


E ai, Vamos? 

domingo, 30 de agosto de 2015

UM POUCO MAIS, POR FAVOR



"Para todos vocês, aonde quer que estejam... Lembrem-se, a luz no fim do túnel pode ser você!" _ Aerosmith



Pra começar, um pouco mais de música. Em inglês, português, espanhol,  japonês, coreano... E suas traduções também, por favor. Que sejam agradáveis e que o coração pule no ritmo. Um pouquinho de bandas novas, por favor. Que o casulo musical não se afunile com o passar dos anos. Que meus CDs não fiquem obsoletos e um pouquinho mais de espaço na estante, por favor. Tem sempre lugar pra mais música boa, não é verdade?

Um pouco mais de papel, por favor. Que seja ele A4, para que eu possa rabiscar meus traços tortos ou gotas de tinta desordenadas. Que seja ele A3, dentro dos livros, com as letras de tinta preta traçando palavras de histórias doces ou de aventura. Que seja em formato de forminha de doces, por favor, para adoçar não só a minha, mas algumas bocas amargas por aí.

Um pouco mais de sorrisos, por favor. Que sejam eles simples, naquelas tardes quentes, em meio a sorvetes e conversar. Podem ser doces, como os que precedem um beijo, ou os desengonçados, que viram gargalhadas e fazem contrair a barriga. Mas que sejam verdadeiros, por favor. Chega de só contrair lábios por aí pra esconder alguma coisa. Só sorrisos, puros, como devem ser.

Um pouco mais de amigos, por favor. Daqueles que a gente fica juntos e não vê o tempo passar. O tipo que a gente chama e vem, sabe? Que não te deixa esperando, que não te trata com descaso e que responde as tuas mensagens. Gosto daquele tipo de amigo-parente, que você não precisa falar nada, ele já sabe onde ficam os copos, pratos e talheres da sua casa e ele mesmo se serve, como se já fosse da família. Por mais daquele tipo que ligam a Tv e escolhem a programação, por favor.

Quero também um pouco mais de amor, mas não daquele tipo que a gente tem só pra mostrar por aí. Quero um amor discreto, por favor. Um amor que seja só meu, e não de quem me vê. Que seja pra encher meu coração, e não a lista de assuntos dos outros. Um pouco mais de amor simples, sem aquisições ou manias de grandeza. Que seja o sentimento puro, como tem que ser, por favor. Que acrescente e não diminua.

Um pouco mais de parque, por favor. Dos grandes dos pequenos, mas que tenham crianças, por favor. Que tenha vida, que tenha a luz do dia e o verde das plantas. O sussurro do vento, o chacoalhar das folhas e os aparelhos ergométricos em que os idosos vão se exercitar. Um que tenha sorvetes e um pouco mais de algodão doce, pra colorir entre as folhagens. E que tenha animais, por favor! Fontes, estátuas e flores, muitas flores!

Um pouco mais de tempo, para fazer as coisas durarem para sempre. Que o relógio trabalhe menos, por favor. As horas andam passando tão rápido, assim como os dias, os meses, os anos... Que a velhice demore um pouquinho mais, por favor, ainda tem tanto o que viver e o que fazer antes de ganhar minha aposentadoria e frequentar o baile da terceira idade.


Por último, mas não menos importante, um pouco mais de vida, por favor. Que os dias sejam repletos de acontecimentos para termos história para contar daqui trinta, quarenta, cinquenta anos, que seja! Mais adrenalina, por favor, para perdermos o medo de nossos fantasmas e enfrentarmos nossos monstros. Pra acelerar nossos corações e liberar endorfina nas veias, fazendo-nos sentir vivos. 

Apenas um pouco mais... Por favor? 

quarta-feira, 15 de abril de 2015

A FANTÁSTICA AVENTURA DE UMA PAULISTANA NO RIO DE JANEIRO

Antes de ler este texto, você PRECISA saber que eu relutei muito em escrevê-lo. Não achei justo usar uma experiência tão íntima minha pra tecer assunto pro Blog, né? Mas como isso aqui anda meio ás moscas ultimamente, bem, por que não?

O lance é que um amigo me deu a idéia numa daquelas conversas de tarde de domingo, e embora eu tenha dito que não, cá estou eu, fazendo exatamente o que disse que não ia fazer. Me julguem hahahahha.

Eu não sei em que parte do mundo vocês, leitores ocasionais deste blog mais ocasional ainda, moram. Mas, se algum de vocês for de São Paulo e resolver se aventurar no Rio de Janeiro, bem, vai poder testemunhar o que eu vou contar aqui hahahahah

Vou começar pela coisa que mais me chamou a atenção, tá? O jeito de falar.

Eu nunca percebi que tinha um sotaque tão... descarado. Todo mundo que me ouvia falar, sabia que eu era de SP. Todo mundo. Algo sobre meu jeito de pronunciar o 'r' no meio das palavras, que faz parecer interiorano. Mas eu juro, de pés juntos, com mindinho erguido, que sou do centro. Então não sei como rolou, mas rolou. :)

O carioca tem um jeito mais intimidador de falar. E um pouco mais alto também. Na verdade, chega a acuar um pouco se você não tem costume. A coisa mais engraçado foi quando estava na praia do arpoador com um grupo de amigos e um vendedor de cerveja passou.

Não por ser um vendedor de cerveja, nem nada do gênero, mas pelo jeito. Ele apontava para as pessoas com um bocadinho do que me soou como braveza e falava "Quer cerveja?" Dum jeito que me fazia pensar que se eu não quisesse, eventualmente ele fosse me tacar uma latinha na cabeça. Mas não é, é só o jeito mesmo.

E fica ainda mais engraçado se comparando com uma vez em que estive na praia do pôr do sol e um vendedor de Heineken perguntou gentilmente pra mim e meu namorado "vai uma cervejinha ai, dupla dinâmica?". Só pra exemplificar um bocadinho da diferença do modo de falar. Os dois queriam vender o mesmo produto numa tarde de sol, mas cada um oferece com a influência regional que sofreu durante sua vivência.

E, não, não quis a cerveja de nenhum deles. Não gosto de cerveja hahahahaha.
O povo carioca fala mais devagar, mesmo que mais intimidadoramente. Ao contrário dos paulistas, que falam tudo rápido e tudo com um pouquinho mais de jeito. 

Até o jeito de chamar o garçom é diferente. Aqui, você vê as pessoas dizendo "Amigo!" ou "Ei, garçom!". Lá você ouve tipo "Ow, da gravata!" ou apenas um assovio. E lá eles chamam o motorista do ônibus de piloto. E o cobrador de trocador. Sério.

Bolacha x Biscoito = Nem vou comentar. Me recuso

O jeito de barganhar também é diferente. Aqui nós fazemos um certo flerte, pedimos por favor, enrolamos um pouquinho, fazemos até cara de choro se precisar hahahah Qualquer coisa pelos centavos. Lá já é de um modo mais imponente, por assim dizer. Puxando mais as palavras, insistindo, mostrando argumentos e coisa e tal. 

Acho engraçado pra caramba, por que é um estado tão coladinho aqui em SP e já tem uma diferença bruta no modo de falar ou de agir. Nem vou falar do lance dos dois beijinhos na bochecha por que já cansei de ser puxada pra ficar parada e esperar o outro beijinho.

Aqui é tudo muito apressado, eles dizem. Não esperamos nem pra cumprimentar direito. Hahahahahaha

Bom, se eu não for apedrejada por ai por alguém que se ofendeu com o que eu disse, em breve eu faço mais posts sobre isso ^^ Mas queria ressaltar o fato de que não quero ofender ninguém, tá? Pelo Amor de Deus...

Beijinho, bebes.



Aliás, 2 beijinhos dessa vez. Um em cada bochecha ;) hahahaha  

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

TRABALHAR

Lembra quando você era criança e te perguntavam ‘O que você quer ser quando crescer?

Jogador de futebol, professora, bailarina, médico, advogado, veterinária... Cada criança dizia uma coisa com toda a convicção. Não me lembro do que respondia, mas minha família afirma que eu jurava de pé junto que ia ser escritora.

Talvez, talvez...

Nunca tive muita certeza de que profissão eu queria, de que tipo de trabalho gostaria e do que eu realmente levo jeito pra fazer, já que aos olhos de mamãe tudo que faço é a mais nova maravilha do mundo.

Uma coisa é certa: Desde sempre soube que gostava muito de escrever. Estou tentando aprender a fazer isso direito até hoje.

Por muito tempo da minha curta vida (20 anos, ainda sou um bebê, poxa) eu aprendi a rotina de um escritório. O que era uma Xerox, como atender pessoas e telefonemas, datilografia, a chatice que é ter que separar documentos por ordem alfabética antes de arquivar e mais coisas do gênero. Só que eu sempre soube que não era isso que eu queria pra mim.

Não gosto muito de esquentar minha cabeça com problemas, ainda mais com aqueles que não me dizem respeito.

E eis que chegou aquela triste fase, onde o ensino médio e todas as regalias que ele trazia acabaram. A fantasia chegava ao fim e era hora de escolher uma faculdade, pra que teoricamente eu fosse alguém na vida.

Teoricamente.

O lance é que não levo jeito pra medicina e nem para coisas relacionadas á animais. Não que eu não goste de bichinhos, mas não tenho coragem de enfiar uma agulha neles. Também não tenho vocação pra professora, já que não conseguiria ensinar nem mesmo uma formiga a comer açúcar. Não tenho a menor lábia pra nada. Não consigo convencer nem um macaco á comer banana.

As únicas coisas que realmente descobri gostar muito através dos anos foram: Escrever, desenhar e fotografar.

OK
, pensei eu com toda a ingenuidade do mundo. “Vamos riscar o ‘desenhar’ da lista e fazer faculdade de Jornalismo, já que abrange outras duas coisas que eu me divirto muito fazendo, né? Deve dar certo, né?

ERRADO.

Jornalismo foi uma das piores opções da minha vida. Mas uma das piores mesmo! Descolorir a mesma mecha do meu cabelo três vezes no mesmo dia foi uma decisão mais inteligente que essa.

O corte químico eu curei, mas o curso ainda está ali, sugando meu tempo, paciência e dinheiro.

Não que o curso seja ruim, sabe? Pra quem realmente gosta do assunto é um mar de rosas. É tudo lindo e gostoso. Só que eu já estou meio que de saco cheio. É diferente do que eu pensava que seria, é mais complicado e bem mais trabalhoso. Fora que você precisa estar com seu celular sempre ligado, esperando uma ligação que te arranque de casa e faça ir trabalhar.

Gosto de ter um horário regrado.

Gosto de rotina.

Decidi terminar a faculdade e ver em que bicho isso vai dar.

Pra conseguir torrar meu bom dinheiro com o curso eu tive que arrumar um estágio, já que a cada semestre a mensalidade sobe um pouquinho. Depois de muito procurar, chorar e enviar currículo até pra marte perguntando se os alienígenas precisavam de um assessor de imprensa, finalmente achei uma vaguinha na prefeitura.

Não exatamente na área do jornalismo, mas ajudava bastante a me expressar melhor, já que eu lidava com o público. Fazia um atendimento bem simples, mas era um bom treinamento pra futuras entrevistas.

Dois anos de contrato.

Não tomei coragem suficiente ainda para ir devolver meu crachá com o número de identificação ‘007’.

A parte triste de tudo isso é que eu me sentia mais confortável e feliz trabalhando em algo que não escolhi. Gostava do horário regrado, do local, do ambiente, das pessoas, do serviço... Tá que era meio cansativo ás vezes, mas o que não é?

E agora vai voltar aquela fase de enviar currículos, fazer novena, correr atrás de indicação, do ciee e de mais uma grande parede de burocracia para conseguir outro trabalho.

A questão é: Que trabalho?

Até agora ainda não escolhi “O que eu quero ser”, e infelizmente eu já cresci. Já tentei fazer até aqueles testes vocacionais pra ver se tirava alguma luz daquilo, mas a resposta é sempre tão vaga...

Seu perfil combina com disciplinas voltadas para a área artística

Oh, muito obrigada senhor teste! Isso me iluminou bastante. Tanto quanto um palito de fósforo no meio dum apagão. Realmente revelador.

Pergunto-me se só eu sou indecisa desse jeito ou se é algo comum, mas as pessoas têm medo de admitir. Gosto de acreditar na segunda opção.

Gostaria de ter sido mais convicta naquele lance de ser escritora que eu tinha quando criança. Acho que seria uma boa, mas é difícil tentar entrar de cabeça em uma coisa depois que você se arrepende de um curso.

E é terrível passar as tardes em casa uma vez que elas foram preenchidas por puro trabalho e risada.

Começar a trabalhar é uma coisa bem complicada e cansativa, mas parar é ainda pior. E acho que esse fato se enquadra em qualquer área de atuação.

Jogue as pedras quem não concordar.



E, para encerrar esse post, a frase que mais me descreve no momento:  




sexta-feira, 4 de julho de 2014

O ORKUT VAI MORRER!



E já tem até data marcada. A partir do dia 30 de setembro, todas as postagens, comunidades e perfis irão desaparecer sem deixar qualquer rastro. E isso meio que me entristece, sabe?

Toda uma geração passou pelo Orkut. Tantas fotos foram postadas, comentários, depoimentos, comunidades criadas, amizades feitas... É meio difícil acreditar que aquela época realmente passou.

Acabou aquela brincadeira de tentar ficar com o topo dos depoimentos de alguém, dos desenhos enormes feitos com caracteres e de todas as declarações que começavam quase sempre da mesma forma clichê. Isso me lembra também que várias pessoas tinham depoimentos iguais. É, você ganhava aquele depoimento lindo e depois, visitando a página de um amigo, descobria que tinha sido apenas mais uma vítima do control+c, control+v de algo que fora escrito por uma pessoa completamente alheia.

Mas que se dane, era super divertido abrir seu perfil e ver um depoimento novo, pronto pra ser aceito.

Também tem a avaliação de perfil. Poxa, isso ai era legal! E tosco ao mesmo tempo. Assim como ficar sabendo quem visitava seu perfil. Aquilo dava umas tretas ferradas hahahahaha.

Cara, se tem uma coisa que eu sinto falta é das comunidades. A gente entrava em cada uma e com cada título, sobre os mais diversos assuntos. Às vezes, só por que um amigo participava, decidíamos participar também. Ou por serem engraçadas, baseadas em um artista...

Eu tinha as minhas favoritas, como todo mundo, mas teve uma, em especial, que foi uma divisora de águas na minha vida, e eu preciso falar dela.

Desde muito nova eu entrei em comunidades sobre Harry Potter, por que eu era meio apaixonada pelos filmes e tudo, e achava que o Harry e a Hermione faziam um belo casal. E, claro, me desiludia cada vez mais, já que ele ficou com a Gina no final. Enfim, entre essas comunidades, havia uma que se tratava de Fanfics de Harry Potter.

E foi ali que tudo começou, conheci uma pancada de gente enquanto lia uma pancada de Fanfics de Harry Potter. Era uma coisa de louco, especialmente pruma pirralha de 13 anos. Escrever e ver que as pessoas gostavam, ler coisas incríveis... Era muito surreal. Fiz muitos amigos lá também, gente muito agradável e que faz parte da minha vida até hoje. Não faço ideia de como me suportam, mas enfim hahahaha. Só que Harry Potter não foi o suficiente pra me fazer parar.


 

Então eu comecei a assistir animes, mais especificamente Naruto. Não só esse, mas principalmente, por que eu gostava muito. Então, por que não ler e escrever sobre isto também? Não vi nenhum motivo que me fizesse desistir dessa ideia, e quando percebi já estava numa comunidade, criando uma Fanfic de Fichas e torcendo os dedos pra dar certo. E deu. E como deu. Nas duas primeiras tentativas que tive, já conheci pessoas assim... Incríveis. Amigos mesmo, de verdade, sabe? Mas foi na terceira tentativa, na primeira fic de fichas que eu fui até o fim, que as coisas tomaram um rumo diferente. 

A princípio, eu acabei pegando amizade com uma menina que hoje eu tenho como uma irmã. Que, mesmo sendo uma amizade à distância, foi fundamental para que eu sobrevivesse ao ensino médio. O que, devo ressaltar, não foi uma tarefa fácil. Uma pessoa a qual eu podia conversar e desabafar, ao mesmo tempo em que ela também podia, e até hoje é mais ou menos assim. Algumas das melhores conversas que tive, foram com ela. Uma irmã mesmo!

Tive muitos amiguinhos ali, pra ser sincera. A comunidade tinha um Chat, o qual a maioria se juntava e ficava conversando. Embora fosse meio insano, era muito, muito divertido. Acho que foi algo que aliviou muito a vida de todos que participavam, por que até hoje bate um sentimento muito legal de nostalgia e saudades ao falar disso.

E não só pra mim, mas para aquele povo todo. Nós tínhamos meio que inventado uma família, nossa, era muito show. Muito show hahaha.

Foi uma fase muito divertida, tinha uma série de premiações naquela comunidade também, que os moderadores propunham. Lembro de dois, em especial. Um deles era um ditador, a outra, uma das garotas mais fofas que ja conheci :B. E até hoje eu guardo os prêmios que eu ganhei! Hahahah




Escrever Fanfics funcionava meio como uma válvula de escape, sabe? Era algo que me ocupava a mente e me fazia conseguir relaxar um pouco, ter uma motivação, e se não fosse por comunidades como essa, eu jamais iria descobrir isso. Nunca ia ter começado a escrever e a ler histórias que não vinham de autores renomados, mas de outras pessoas tão jovens e anônimas quanto eu.
E, como tudo tem um fim, um dia eu parei de escrever. Não por que eu queria, mas com a chegada do Facebook + a faculdade, não dava mais tempo e nem tinha mais tanta procura. Adicionei basicamente todos os meus leitores, pra não perder o contato, por que não pode! E depois de adicioná-los, um deles em especial virou meu amigo... Alguém com quem eu conversava todo dia, religiosamente. Contava minhas coisas, ouvia as dele, e puxa, como eu esperava ansiosa pra poder chegar em casa, ligar o MSN e começar a conversar. Eram hoooras falando. E de melhor amigo, virou meu namorado. E, nossa, isso foi no fim de 2011... Como o tempo passa rápido, né? Hihi
De modo que acredito que todos que frequentavam o Orkut, tem uma história sobre a rede pra contar. No meu caso, sempre fui meio incompetente pra fazer amigos. Por ali era mais fácil, especialmente por que ao entrar em uma comunidade e começar uma conversa, ao menos um ponto em comum com a pessoa, você tinha.

Isso é uma coisa que se perdeu com o Facebook. Ao menos pra mim, não dá mais pra sair fazendo amigos virtuais a torto e a direito. É mais perigoso e as pessoas são bem mais receosas ao fazer isso. Poxa, eu conheci pessoalmente TANTOS dos meus amigos virtuais, cheguei a conhecer mais de 6 pessoas que eu batia papo só pelo computador. E nenhuma delas era um pedófilo, SE LIGA NA SORTE DA GAROTA hahahaha.

De qualquer forma, acabou e não há nada que possamos fazer a respeito. Além de ter nosso momento nostalgia e falar pras próximas gerações como era tudo mais legal e mais gostoso. Por que na época do Orkut, o MSN ainda existia.
Lembra? Pois é.

Não existia WhatsApp. Nosso celular servia MESMO só pra receber ligações, jogar aquele game da cobrinha, mandar mensagem e torpedo. SÓ. Tinha gente que postava os prints do MSN no álbum de fotos, e era bem divertido. A gente ficava na paranoia pra descobrir se aquela pessoa tinha nos bloqueado, ou se estava só aparecendo off.

Tinha o Twitter, tinha o formspring, o tumblr... Se bem que o Tumblr, dos 3 citados acima, é o que melhor sobrevive até hoje. O próximo a sair do ar deve ser o twitter...

O Orkut ser tirado do ar é só a comprovação de que todas essas coisas ficaram pra trás. Caíram no nosso esquecimento e jamais irão existir novamente. Ninguém mais vai perder horas no seu perfil lendo suas comunidades e seus depoimentos. Tudo agora se baseia em olhar fotos e postagens. Mas enfim, as coisas acabam.

Por mais que doa, elas simplesmente acabam. Mas que vai deixar saudades, ah, isso vai!

E você? Vai sentir falta do Orkut?

:*


quarta-feira, 19 de março de 2014

FICA COMIGO?

“Agora onde você a encontrou, entre as luzes de neon que assombram as ruas lá fora, Ela diz: Fica Comigo?” _ INXS


Às vezes o mundo pode ser tão assustador, né? Especialmente quando as coisas dão errado.

É meio covarde o que vou dizer agora, mas pra mim é verdade. Tudo fica muito mais... Simples, muito mais fácil, se você tiver alguém com você. Alguém que você possa pedir um conselho, um palpite, ou uma carona às 3:00 h da manhã. Um amigo, um parente, um familiar, um companheiro... Torna tudo bem mais gostoso.

Um exemplo clássico: Quando você ia parar na diretoria do colégio sozinho, você ficava com aquela sensação de que o mundo ia acabar e já ia até escolhendo a cor do caixão, se ia ser aberto ou fechado e tal. Quando você ia pra diretoria com um amigo (ou com a sala toda, como já aconteceu comigo) vocês ficam lá só se segurando pra não dar risada. Não minta pra mim. É assim com todo mundo.

E se, pra encarar uma simples bronca do diretor, já dava um bom alívio ter alguém ali, imagina pra tocar a vida?

É como na letra da canção: “Uma andorinha só não faz verão”.

Por mais independentes que as pessoas possam ser, é sempre muito mais reconfortante ter companhia. Alguém pra conversar, rir, chorar, ver um filme, sabe? Coisas simples, não precisa pensar muito pra encontrar algo em que você deseja companhia.

Ocasionalmente, acontecem algumas coisas, que te fazem desejar essas coisas melosas como um beijo, um abraço, um aperto de mão ou um passeio no bosque. Hihi. Ok, falando sério. Nem que seja uma palavra, sabe? Qualquer coisa... Um pouquinho de atenção.
Existem pessoas que tem alguém pra correr na hora que o bicho pega. Tem aquele ombro amigo, aquele carinho, aquele porto seguro maravilhoso... E simplesmente não dão valor.

Com muito sufoco, eu encontrei duas pessoas (além da minha família linda e maravilhosa) que eu sei que se eu ligar três da manha, elas irão dar um jeito de me buscar e levar pra casa. Sério. Duas pessoas. Amo essas duas criaturas insanas demais, demais, demais.

Então, amiguinho, se você tem alguém com quem contar, valoriza. De verdade. Não é pra qualquer pessoa que você pode ligar, ou chorar junto, ou conversar, ou sussurrar baixinho um ‘fica comigo’ pra pessoa que ta morrendo de sono, e mesmo assim fica com você. A maioria te larga falando sozinho e inventa uma desculpa.

Não confunda pessoas que podem contar com você com pessoas que você pode contar. Você pode ir até a balada buscar seu amigo bêbado, levar ele pra tua casa e deixá-lo vomitar no teu sofá. Mas ele talvez, e somente talvez, não faria o mesmo por você. Não é obrigação. O conceito de ‘consideração’ varia absurdamente de uma pessoa para outra. Chega a ser assombroso.

Não modele seus atos de acordo com as atitudes alheias, mas também não espere delas ações iguais as suas.

Por fim, se um dia precisar que aquele seu melhor amigo bobão, ou seu namorado lentinho, sua prima doidinha ou seu irmão brincalhão fique com você mais um pouco... Experimenta pedir... Passa pelo orgulho e pede... Sussurra bem baixinho, se for o caso... Garanto que vai valer a pena... Orgulho não faz companhia, e nem te arranca sorrisos. 

Ah! E fique quando eles pedirem pra você também! Seja bonzinho ;P 

Bye.. :*



Ah, é, comentem? Por favor? >< 

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

ANO 1

“Buscando pelo paraíso, encontrei o demônio em mim” – Florence and the Machine


De acordo com a numerologia, o ano 1 é aquele em que você começa as coisas. Aquele ano em que se dá início a projetos, sonhos, sabe? Um ano para iniciar coisas novas (de preferência, boas).

Não que eu acredite em numerologia (imagina, jamais), mas quando vi que este ano era meu ano 1 confesso que fiquei meio decepcionada, já que... Basicamente tudo na minha vida está pela metade.  Desde a faculdade até o estágio, tudo já está iniciado e encaminhado. De qualquer maneira, senti vontade de começar algo esse ano. Tentei o blog pra contos. Não funcionou muito certo hahahaha. Mas como a aparência ficou bonitinha (ao menos pra mim), resolvi ficar postando pensamentos nele, como eu postava em um BEM MAIS ANTIGO que eu tive. Saudades daquele blog...

Então, procurando algo em que pudesse mudar, por que não a mim mesma? Sabe, quando aquela sensação de que ‘nada está bom’, ou ‘nada adianta’, talvez (e só talvez) o problema não seja com o mundo, certo?

Taí algo que as pessoas nunca dizem. Que você é o problema. Mesmo que elas pensem assim... Pessoas não costumam dizer o que pensam. A ligação entre a língua e o cérebro e facilmente controlável e distorcida, sabia? Um dos grandes problemas da humanidade é este, diga-se de passagem.

Quer dizer, não é fácil mudar a si mesmo. Não é algo simples, que você vai do dia pra noite e reverte e pá, pum, mudei. Mas só de admitir que se necessita de mudanças, a idéia já é plantada. Ela já fica fixa, e, quem sabe, floresça? Basta semeá-la.

Eu queria mudar meu lado extremista. Por que eu sou. Muito. Meu namorado que o diga. Na felicidade, na tristeza, no riso, no choro. Tudo pra mim é 8 ou 80, tudo vem de uma forma muito intensa e vai de uma forma intensa. Eu tenho isso comigo desde criança, como já diria Cazuza, “Eu to pedindo a sua mão e um pouquinho do braço”. Ao meu ver, isso é algo que precisa mudar. Não totalmente, mas dar uma amenizada ia ser bom. Entendem o raciocínio da tia?

Isso é só um exemplo, tentem captar a essência da mensagem, por obséquio.

Não precisa consultar sua numerologia pra saber se você está no ano 1 ou não antes de começar alguma coisa. Basta querer mudar, basta sentir a vontade e o desejo de trazer novos ares pra sua vida. Novos ares, novas pessoas... Mesmo que seja difícil se desapegar do passado, às vezes (e somente às vezes) é necessário, é bom, revigora a alma.

Falando sério, por mais bonitas que aquelas fotos na parede sejam, não seria fantástico tentar ter mais como elas, ao invés de se apegar à elas e viver de recordações? Vamos fazer e acontecer, galera, por que logo, logo o mundo acaba. Sério. Pelo pé que tá, não deve faltar muito...

Então, como mais uma tentativa de projeto para meu ano 1, aqui vai um novo formato para um blog não tão novo assim. Já que não dá pra criar, vamos dar uma reciclada.

Será que serve?

Não vou nem pedir pra vocês deixarem comentários desta vez, por que parece que vocês não deixam só de pirraça.

Mentira, deixem comentários. Tenho medo deles, mas deixem. Vai que vem alguma coisa boa? Vai que alguém leu e se incentivou em começar algo?

Só não tenham idéias malvadas, por favor. Sejam produtivas, ok, crianças?



Beijinhos ;*